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Um amor chamado batom vermelho

14 jul
Eu sempre fiz o tipo basicona, que nunca se arrumava muito, que achava que maquiagem era só para ocasiões especiais, etcétera e tal. Mas, ainda bem que a gente muda, e hoje eu sou completamente apaixonada por batons – especialmente pelos vermelhos! – e uso todos os dias.
E nessa fase de busca pelo batom vermelho perfeito, eu acabei provando de vários tipos e marcas, até chegar ao meu queridinho: o gloss matte da Quem Disse, Berenice?.
Captura de tela de 2016-07-14 15:39:13
Uma das vantagens desse batom em relação aos convencionais é que, por ele ser um gloss, é muito mais fácil de aplicar, porque ele é bem líquido e o pincelzinho ajuda muito. A outra vantagem é que, depois de aplicado, ele fica bem sequinho, com um efeito bem matte mesmo, bem opaco, e a fixação é ótima, não sai borrando tudo por aí – que é uma coisa que eu odeio nos batons comuns. Geralmente, eu nem me lembro que estou de batom, de tão boa que é a cobertura e a sensação sequinha.

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O preço também é um atrativo: R$ 31,90, que é um valor bem camarada, se a gente for comparar com as outras marcas que encontramos no mercado.
Jpeg

Na luz natural, sem filtro

 Depois que eu comprei o vermelho, eu acabei me apaixonando pela ideia e comprei várias outras cores da mesma linha. Também falei tanto desses batons aqui no trabalho que acabei fazendo várias amigas comprarem… #ALoucaDosBatons
Ah, e uma dica: se não tem loja da Quem Disse, Berenice? na sua cidade, como é o meu caso, compre pela internet que vale a pena. De vez em quando tem até promoção de frete grátis. As comadres piram!
[Obs.: este post não é publieditorial, são apenas as minhas impressões sinceras, enquanto consumidora mesmo]
E você, tem alguma dica bacana pra dar pras comadres? Deixa aí nos comentários! 😉

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Sobre ser “plus size” – Ou sobre o amor-próprio

24 jan

Eu sempre fui magrela. Sou alta e compridona. Daquelas que na escola eram chamadas de saracura, pau de virar tripa, vara de cutucar estrela, ou qualquer adjetivo que o valha. Sempre tive complexo pelas minhas canelas finas e joelhos saltados. Foi assim até alguns poucos anos atrás. Depois dos 23 ou 24, mais ou menos, – por motivos que não vêm ao caso – eu dei uma boa engordada, até chegar num padrão que hoje se chama de gordinha – ou o equivalente a “plus size” no mundo da moda.

Por que estou escrevendo este texto? Bem, porque volta e meia me pego refletindo sobre a contradição entre o que o mundo pensa e o que eu penso. E porque às vezes eu gosto de compartilhar meu devaneios com quem quiser devanear junto comigo.

Hoje, sendo uma mulher “plus size“, eu deveria estar louca, deprimida, insegura, afinal, não é esse o padrão que nos é imposto, certo? Mas, eu devo sofrer de anorexia ao contrário, pois, por incrível que pareça, me olho no espelho e me acho gostosa. Hoje, aos 28 anos, vejo uma figura muito mais madura e sexy no meu reflexo do que quando eu era novinha e magrinha.

Na contramão desse mundo esbelto, ver minhas medidas aumentarem não me trouxe insatisfação. Pelo contrário. Fez com que também crescessem minha autoestima e autoconfiança. Pode parecer, aos olhos julgadores, conformismo e autocomplacência dizer isso, mas garanto que eu nunca me senti um mulherão quando pesava 50 quilos.

Adele: gordinha e diva.

Adele: gordinha e diva.

Obviamente, não estou dizendo que toda mulher deve simplesmente começar a engordar desleixadamente ou que as magras são feias. Estou dizendo apenas que, às vezes, a gente se deixa levar por pré-conceitos e acaba buscando um ideal que não funciona para nós. Cada pessoa é um ser único. Por isso se chama indivíduo. E cada um tem em si uma beleza própria, que deveria levar mais em conta seu “eu interior” (por mais redundante que isso soe) do que opiniões generalizadas e homogeneizantes como se estivéssemos sujeitos a um selo do InMetro que garantisse nossa “qualidade”.

Isso não só é um retrocesso como é cruel. E também não vou negar que eventualmente me pego imaginando maneiras de voltar a ser magricela, pra ver se “o mundo me aceita”. Mas, no minuto seguinte, eu percebo que isso é um absurdo, pois esses pensamentos visam unicamente a atender pressões externas – e quem tem que me aceitar sou eu. E eu adoro ter quadril, coxas grossas e peitos maiores do que quando eu podia usar uma roupa tamanho 40.

Também não digo que não gostaria de eliminar uma sobrinha aqui, outra ali. Acho que faz parte da natureza humana esse constante inconformismo com nossas “imperfeições”. Mas, ironicamente, hoje minha alimentação é muito mais saudável e meus exames clínicos, melhores do que quando eu era uma bela moça esguia aos 20 anos.

E a diferença também é que toda e qualquer mudança que eu busque no meu estilo de vida visa unicamente garantir minha saúde, porque, francamente, não consigo conceber fazer dietas mirabolantes e me matar em exercícios malucos apenas para satisfazer um padrão no qual nem eu mesma acredito.

Uma coisa eu digo, sem falsa modéstia nem hipocrisia: eu me acho bonita do jeito que sou. E tem muita mulher por aí, talvez até sofrendo com baixa autoestima, que também é linda e não precisa de metade desses sacrifícios que faz em nome de um visual estereotipado. Só sinto pena de quem não consegue enxergar a própria beleza sem as lentes da crueldade da mídia e do mundo da moda.

Talvez essa reflexão faça diferença pra você. Talvez não. Mas, o que eu quero dizer é: você pode ser bonita sendo gordinha. Você pode ser bonita sendo magrela. Você pode ser bonita sendo alta, baixinha, usando óculos ou aparelhos dentários. Você pode. Você é bonita. Do seu jeito. Com a sua beleza única. Não é a mídia quem tem que dizer qual deve ser a sua aparência. É você. Consigo mesma. Com a sua autenticidade e dentro do que o seu corpo permite. Eu nunca vou ser a Gisele Bündchen. Graças a Deus. Porque ela também nunca vai ser a Mayara Godoy.

Viva à diversidade. Viva ao amor próprio. Viva à liberdade de ser o que se é.

Verão no Oeste do Paraná

2 dez

Bom dia, comadres!

O post de hoje é um pouco diferente. Vim aqui contar para vocês sobre um atrativo muito bacana aqui da nossa querida (e quente) região Oeste do Paraná: O Parque Aquático Lago de Itaipu.

Agregando valor ao domingão!

Agregando valor ao domingão!

Antes de mais nada, eu gostaria de deixar bem claro que este não é um post pago, é apenas uma dica da comadre aqui, totalmente espontânea, ok?

Bem, recapitulando. Eu fui lá, dias atrás, fazer uma vista e ontem, finalmente, fui para passar o dia. Resultado: como o lugar é muito mal divulgado, várias pessoas, ao ver as fotos que publiquei, vieram me perguntar sobre o parque. Então, resolvi prestar um serviço de utilidade pública (aka dica prozamigo) e repassar algumas informações.

Sobre a cidade: Itaipulândia é um dos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, já previamente conhecida pelo Balneário Jacutinga – ou simplesmente “prainha”. Fica a uns 70 km de Foz do Iguaçu e a aproximadamente 130 km de Cascavel.

Acesso: para chegar, o acesso se dá via BR-277. Chegando a São Miguel, você deve entrar na cidade e pegar a estrada em direção à praia artificial (sim, você passa por dentro de São Miguel para chegar a Itaipulândia). De carro, leva cerca de uma hora (saindo de Foz). Apesar de a pista entre SMI e Itaipulândia ser simples, a estrada é boa. É relativamente fácil chegar, mesmo que você não conheça o caminho, pois há placas por todo o trajeto. Atenção: há um pedágio entre Foz e São Miguel, que custa R$ 11,80.

Preços: O ingresso custa R$ 70 por pessoa, ou R$ 60 se você for convidado de um sócio (falarei disso logo mais, continue lendo).

O parque: para quem não sabe, o parque aquático é da franquia Rio Water Planet, que já funciona há mais de uma década no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, apenas uma parte do parque está pronta (uns 40%, ao que me consta) e já estão em funcionamento a piscina de ondas, a piscina show, outra piscina para crianças (que sinceramente não me lembro o nome), e a piscina termal coberta. Todas são muito, muito grandes!

Ainda não estavam funcionando os quatro toboáguas que já estão prontos e o rio lento – mas, a informação é que nos próximos dias esses dois atrativos devem entrar em operação, além de uma hidromassagem vip (que é paga à parte, mas não sei o valor, sorry!). Quando estiver pronto, o parque deverá ter 17 toboáguas, além de um hotel/resort, quadras poliesportivas e mais piscinas, totalizando 45 atrações numa área de 260 mil m².

Vantagens: uma das coisas que mais me agradaram lá foram os bares molhados. Ou seja, o bar é dentro da piscina, o que torna muito cômodo pegar umas bebidinhas. Outro aspecto muito bacana é que, na parte rasa das piscinas, você pode pegar sua cadeira ou espreguiçadeira e arrastá-la para onde bem entender. Ou seja: você pode tomar sol dentro d’água se quiser. Mas, se você for tipo eu, uma pessoa que foge do sol, também tem áreas com sombras dentro da piscina, seja debaixo dos imensos guarda-sóis ou à beira dos quiosques/bares. Também tem a piscina coberta, então, naquele sol do meio-dia, você já tem para onde fugir. Lá, inclusive, tem uns telões que ficam passando clipes e tal. Animação total.

Você também tem bastante liberdade para usar as boias. Você tanto pode pegar uma boia para ir para esta piscina coberta, por exemplo, ou para ficar curtindo a piscina de ondas (que é bem legal, por sinal). Não tem encheção de saco quanto a isso. Mas, eu acho que uma das coisas que se destacam lá são as opções para crianças. Para famílias com filhos, o lugar é excelente. Juro que dá inveja dos pequenos, de tantas coisas legais que tem para eles – desde brinquedos como escorregadores e balanços, passando por chafarizes, até um castelinho dentro da piscina onde eles podem entrar e assistir a filminhos e desenhos. Um show! Ah, e as piscinas são rasinhas, não tem perigo algum.

Desvantagens: como é de praxe nesse tipo de lugar, os preços para comer e beber lá dentro são meio salgados e não tem muitas opções. Até ontem, só tinha uma lanchonete funcionando, mas ao que consta deverá abrir um restaurante por quilo nos próximos dias, além de uma churrascaria. Porém, não espero que seja muito barato. Então, como não dá para levar “marmita”, o passeio como um todo acaba se tornando relativamente caro. Outra alternativa é almoçar na prainha mesmo, onde tem mais opções.

Sobre o título: há também a opção de adquirir o título do parque, ou seja, se tornar uma espécie de sócio – como se fosse um clube. A joia custa R$ 2.750, com possibilidade de incluir quatro pessoas. Este valor é parcelado em 11 vezes (uma entrada e mais dez). Depois de paga a joia, você continua pagando uma mensalidade, que está em R$ 90 atualmente. O título dá o direito à carteirinha, com a qual você entra no parque quantas vezes quiser. Além disso, será implementado um sistema de transporte aquático para levar até lá. Uma espécie de Kattamaram fará o traslado de Foz até Itaipulândia, sem custo para quem for sócio (não sei sobre preços para quem não for sócio, até porque ainda não está em operação). Outra vantagem prometida será o desconto de 50% nas diárias do resort, cuja previsão de conclusão é outubro do ano que vem.

Para conhecer: quem quiser conhecer o parque não precisa necessariamente pagar o ingresso. Você pode chegar à bilheteria e dizer que só quer visitar. Então, eles te dão um tíquete de visitante e um guia mostra o complexo todo. Mas, aqui vai uma dica: se você for visitar, já leve roupa de banho, pois a probabilidade de você querer ficar por lá é grande. No dia em que eu fui, não levei biquini e me arrependi.

Conclusão: de modo geral, eu achei um lugar bastante agradável, tanto para adultos quanto para crianças. Resumidamente, é um entretenimento para todas as idades. Apesar de sair meio caro ir para lá – especialmente para quem mora em outras cidades, claro –, vale muito a pena conhecer. Como nós bem sabemos, o calor aqui da nossa região é torturante e muitas vezes não temos o que fazer nos finais de semana. Então, para quem não sabia, fica aqui esta dica como opção.

Quem tiver curiosidade, pode acessar o site deles (apesar de não ter muita informação): http://www.lagodeitaipu.com.br/

Abraços, comadres! Espero que as informações tenham sido úteis para o Projeto Verão! E não se esqueçam do ensinamento do Bial: usem protetor solar.

Por que morar sozinha?

11 nov

Quando a Mariana Serafini propôs mudar um pouco a linha do Comadres, uma das ideias era a de trazer algumas reflexões e experiências, aprendizados diversos, etc. Enfim, acho que a proposta da comadre-fundadora era amadurecer um pouco os debates aqui, falar um pouco mais da Vida, o Universo e Tudo mais – mas, sem perder o charminho e jamais esquecer as comadrices, é claro. Bem, então, nessa linha de análises e papos-cabeça (ou seria autoajuda?), hoje eu queria comentar um pouco sobre o que é essa saga de morar sozinha.

Para contextualizar, eu tenho 26 anos (quase 27! Oh, God…) e moro comigo mesma há pouco mais de um ano. Antes disso, morei por um ano com um ex-namorado, o que, resumindo, significa que saí da casa dos meus pais aos 24.

Apesar de os meus pais morarem na mesma cidade que eu, eu nunca cogitei voltar para a casa deles – e, frequentemente, sou questionada por isso, por diversas pessoas, em diversas situações. Isto posto, chegamos ao ponto que eu queria.

É claro que eu sinto falta da comodidade da casa dos meus pais. É óbvio que pesa (e muito!) para mim o pagamento de todas as contas – entre elas, aluguel e condomínio. É claro que eu sinto falta da comidinha da mamãe sempre pronta e de encontrar minhas roupas limpas e passadas, sem eu ter de fazer o menor esforço. É óbvio que fico extremamente carente quando estou doente e preciso buscar meu próprio remédio.

E agora... comprar um sapato novo ou pagar a conta de luz?

E agora… comprar um sapato novo ou pagar a conta de luz?

É claro que às vezes eu paro para fazer as contas e concluo que poderia estar economizando muito, se morasse com minha família e não precisasse sustentar tudo sozinha. Eu sei de tudo isso e muito mais. Afinal, tudo na vida tem seu preço. Ou, como diria o Tio Ben ao jovem Spiderman: “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.

Mas  quero contar a vocês sobre o que isso significa para mim – e deve significar para muita gente por aí. E eu nem vou entrar no mérito da liberdade de fazer o que eu bem quero, do meu jeito e a meu tempo. Nem da sensação de independência com que muitos sonham. Isso tudo é muito óbvio. Quero ir além.

Pois bem. Apesar de todos os pesares já elencados acima, posso afirmar sem sombra de dúvidas que morar sozinha me trouxe um crescimento pessoal incomparável. Por mais que eu trabalhe e procure arcar com minhas próprias despesas desde novinha, pagar o meu próprio “feijão com arroz” me transformou em outra pessoa. Foi uma verdadeira metamorfose na minha vida.

Administrar uma casa, fazer com que tudo esteja sempre em ordem, tomar todas as providências, pagar as contas em dia, manter uma rotina de limpeza/organização, fazer supermercado, entre outras incontáveis atividades inerentes à vida de alguém que mora sozinho faz com que a gente entenda melhor a dinâmica do mundo e até mesmo as implicações de se ter uma família. E vou além: diria que dá sentido a inúmeros ensinamentos (e broncas) que ouvimos dos pais ao longo da vida.

Hoje posso dizer sem falsa modéstia que me basto enquanto pessoa, que me sustento, que cuido da minha própria vida, que sei exatamente do que uma casa precisa, que aprendi a eleger prioridades e que me viro em qualquer lugar. Talvez, se eu ainda morasse com meus pais, eu levaria muito mais tempo para saber de tudo isso. Não que eles não tenham me ensinado, mas algumas coisas a gente precisa comprovar na prática e, muitas vezes, com uma dose de sacrifício. Porém, tenho consciência, também, de que estou só começando. Porque este aprendizado é progressivo. É um processo contínuo – e irretroativo.

Algumas pessoas, às vezes, comentam que acham “muito deprimente” morar sozinho. Bem, eu poderia escrever um outro texto para falar apenas sobre solidão, sobre o quanto é preciso estar psicologicamente bem para saber ficar sozinho (e gostar de estar só), sobre o que significa ter o seu espaço, mas, não vou me prolongar muito e nem misturar os assuntos aqui. (Pensando bem… já escrevi sobre isso)

Só acho que, resumidamente, estar sozinho – e principalmente morar sozinho – é uma oportunidade única de autoconhecimento e de descoberta e definição de quem somos e do que gostamos realmente. Sim, é maravilhoso morar com as pessoas que amamos. Mas, desde que saibamos reservar um tempo para nos dedicarmos àqueles que são importantes, não tem nada de egoísta em se morar sozinho.

Se eu pudesse, portanto, dar um conselho a todos os que não tiveram a experiência ainda, eu diria, sem titubear: more sozinho. More sozinho por pelo menos um tempo. Não significa que você tenha de ficar nessa condição para sempre. Mas, permita-se ter este aprendizado. Que seja como um “estágio”. Corte o cordão umbilical. Oportunize-se aprender a se virar. Tente andar com suas próprias pernas. Pois, uma vez que você obtiver esta segurança e este equilíbrio sozinho, nada mais no mundo te derruba.

É o que eu tenho a dizer.

Domingo é dia de… faxina!

3 nov

Olá, comadres!

Hoje vim contar pra vocês sobre o programinha supimpa que fiz neste domingo: faxina!

Antes que vocês me xinguem, explico: vou me mudar em breve e, portanto, para facilitar a mudança, já estou começando a organizar e separar algumas coisas. Então, neste domingo as vítimas foram os meus sapatos.

E a faxina me rendeu, além do cansaço – claro -, algumas reflexões e dicas bem interessantes.

Por natureza, eu tenho mania de, periodicamente, fazer umas faxinas em casa para me desfazer de tudo que não uso mais. Porém, percebi que não fazia isso com meus calçados há muito tempo. Então, sobre este assunto, vamos fazer como Dexter e vamos por partes.

Sapatos

Tenho tantos sapatos que não tenho nenhum!

A faxina

Comecei pelos calçados de inverno. Limpei todos e usei um pouco de Lysoform em cada um, deixando-os tomar ar por uns 15 minutos antes de guardá-los. Assim, é garantia de que no próximo inverno eles estarão livres de mau cheiro e de mofo.

Depois, fui para os calçados de verão e, só então, para os que são a maior quantidade: aqueles que são fechados, mas “usáveis” em várias ocasiões: scarpins, sapatilhas, tênis, etc.

Um pano úmido com água e um pouquinho de detergente é o suficiente para uma limpeza eficiente. No caso dos calçados fechados, como disse, é interessante usar desinfetante. Nos abertos, não é necessário.

Desapega!

Após limpar adequadamente cada um, parei para pensar muito racionalmente no que eu precisava/usava ou não e comecei a separar para doação os pares que não uso. Alguns deles estavam praticamente novos, tendo sido usados no máximo umas duas vezes. Outros não estavam tão intactos, mas sempre tem alguém precisando.

Há quem prefira fazer bazar ou coisas assim. Eu prefiro doar mesmo. Mas, temos de ser muito sinceras e honestas conosco mesmas para conseguir nos desfazer de um calçado. Há alguns que achamos lindos, mas que nunca usamos, seja por falta de ocasião ou porque machucam nossos pés. Nestes casos, sou da seguinte opinião: se você não usou nenhuma vez nos últimos 12 meses, doe sem dó!

Conclusão nº 1: “Eu não tenho calçado!” = Mentira

Bem, como vocês podem imaginar, eu tenho, sim, muitos calçados, mas, como toda mulher, vivo repetindo a célebre frase: “Eu não tenho calçado!”. A verdade é que eu não parei para contar quantos pares eu tenho, mas sem dúvidas daria para usar um por dia, durante um mês, e ainda sobraria.

E por que é que temos a sensação de que não temos calçados (assim como nunca temos roupas)? Bem, porque muito frequentemente compramos coisas que não são exatamente o nosso estilo ou de que não precisamos e, no fim das contas, acabamos usando sempre os mesmos e raramente mais que uma meia dúzia.

Ocorre também que coisas muito exóticas normalmente ficam na moda por muito pouco tempo… ou seja, sua vida útil é muito curta. E um terceiro fator é que nós mudamos ao longo do tempo e, conosco, nosso estilo. E aí o que acontece é que vamos, ao longo dos anos, acumulando essas coisas que não usamos e de que não gostamos (mais) e, por isso, toda vez que olhamos para a sapateira ficamos deprimidas e desesperadas concluindo que não temos nada que preste.

Conclusão nº 2: Calçado não é investimento

Outra coisa que concluí é que não vale a pena pagar caro em calçados. Porque sapatos femininos (com exceção de botas) não foram feitos para durar. Ou seja, um calçado caro durará tanto (tão pouco) quanto um barato. Então, grifes nunca mais. Calçados de verniz também tendem a ficar todos marcados logo, então, não espere tê-los por muito tempo.

Em relação aos saltos, aqui vai um conselho (que aprendi com uma amiga): fuja dos saltos encapados. Qualquer pedrinha vai riscar ou arrancar o revestimento e o sapato já vai ficar com cara de velho.

Resultado

Bem, depois de uma exaustiva tarde de faxinas e reflexões (risos), o resultado foram inacreditáveis 17 pares de calçados separados para doação – além de duas sacolas de roupas que também passaram por uma triagem semelhante recentemente. E, agora, além de ter mais espaço em casa (e uma indescritível sensação de alívio por estar tudo mais limpo e organizado), também tenho mais clareza quanto ao que eu realmente preciso/devo/posso comprar.

Doação

Um volume razoável, não?

E aí, comadres. Vamos desapegar?

Alfa Parf – Semi Di Lino Diamante

12 ago

Uma coisa é fato: nós, mulheres, sempre queremos ficar mais bonitas. E outra coisa é fato: melhor ainda se conseguirmos esse feito gastando pouco, não é? Eu, por exemplo, que não tenho condiçõe$ e nem paciência pra viver em salão de beleza, sempre procuro produtinhos que possam ser usados em casa para dar um up no visual a um preço camarada.

Um desses pequenos milagres são as ampolinhas Semi Di Lino Diamante da Alfa Parf. Resumidamente, é uma hidratação instantânea pro cabelo. E o melhor: é muito barato.

Semi di Lino Alfa Parf

Procurem pelo frasco azulzinho!

É bem simples de ser usado: basta lavar bem os cabelos – mas não use condicionador – e aplicar em seguida, com os cabelos ainda úmidos. É bom tirar o excesso de água para não ficar pingando. A aplicação é fácil também: coloque um pouco do produto na palma da mão e depois esfregue as mãos. Com o calor da fricção, o liquidozinho vai virar uma espuma branca. Aí, é só aplicar nos cabelos, dividindo mecha a mecha.

Normalmente, recomenda-se deixar uns 15 minutos, de preferência com touca térmica. Depois, é só enxaguar e é só alegria. Particularmente, acho esse produtinho melhor que aquelas ampolas de usar no banho, que dizem fazer efeito em três minutos. Apesar de dar um pouco mais de trabalho, pelo tempo de espera ser maior, eu acho que compensa.

Paguei R$ 9 em cada ampola da última vez, mas já encontrei até por R$ 7. Esse produto é de uma linha profissional, mas é superfácil de encontrar, tanto em lojas de cosméticos quanto em farmácias. Para quem tem pouco cabelo, cada ampola deve render umas quatro aplicações – juro, gente, é bem concentrado, rende muito! No meu cabelo, que é cheio e bem comprido, dá para umas duas vezes. O que também já é um baita de um negócio, né? Pense só: gasto uns R$ 4,50 por aplicação, sendo que muitas vezes pagamos uma fortuna para fazer uma hidratação no salão e usam o mesmo produto.

Espero que as comadres tenham gostado da dica e, caso tenham alguma outra sugestão parecida, deixem nos comentários!

Esmalte Impala – Paetê Preto

2 jul

Eu já disse aqui pra vocês que, ao contrário da linda e estilosíssima MaSerafini, sou uma pessoa muito básica, né? E isso se aplica também às unhas. Quando vou ao salão, nunca faço unhas decoradas, filha única nem nada do tipo. Gosto de esmaltes fortes e bem envernizados, somente.

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Mas, dia desses, eu ia viajar e resolvi que queria algo diferente (olha o perigo!). Tinha passado na farmácia e achei um esmalte da linha Anos Dourados, da Impala. O nome e o rótulo já me chamaram a atenção, com aquele arzinho retrô.

Comprei o Paetê Preto, pensando que, ao ser aplicado, daria um efeito de poazinho (já vi vários tutoriais para fazer isso com palito de dente, coisa e tal, mas achei que algo meio “semipronto” facilitaria). Levei para o salão e a manicure aplicou. Passei um vermelho bem vivo por baixo (desculpem, não lembro qual era…) e os paetês por cima. Resultado: detestei.

Primeiro, porque os paetês são de várias formas e tamanhos. Não gostei. Achei que seriam todos redondinhos, formando umas bolinhas bem delicadas. Mas tem uns que são imensos e meio “hexagonais”, sabe? Segundo porque na hora de aplicar é super complicado, tem horas que vêm muitos paetezinhos no pincel e aí eles se acumulam em um lugar da unha apenas, e no resto fica sem.

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Parecia mais que algo havia respingado na unha…

Outro fator que me fez detestar foi a textura. Você fica o tempo todo sentindo aquela coisa na unha, fica áspero, enroscando nas roupas. E, para finalizar, o acabamento fica horrível, porque a base onde os paetezinhos são diluídos não é como um extra-brilho. No dia seguinte, o esmalte já está com aspecto de velho, gasto, sei lá. De modo geral, não gostei mesmo! Vou voltar pro meu velho e bom vermelho em verniz.

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