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Cycle chic, sim, é possível!

6 maio

Não entendo essa ideia de que bike e roupa de academia devem andar juntas. Se a pessoa quiser usar roupa de academia o tempo todo ela sempre vai arranjar uma desculpa, então, por favor, não misturem as coisas! u.u

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Se você gosta de se vestir com roupas confortáveis sempre, bermudas de lycra, moletom, tênis, legging… ou seja, a vida é uma eterna academia… aí é outra história. Mas pedalar nas cidades não tem nada a ver com isso. Lógico que se você resolveu fazer uma pedalada de 30 km por dia é melhor prezar pelo conforto, mas se usa a bike para sua rotina não precisa abrir mão das roupas que mais gosta por conta disso.

Elegância e bike podem andar juntas sim! E o conceito “cycle chic” (não sei se é exatamente um conceito), prova isso. Basta usar as roupas que você já usava normalmente, só que agora de bike, oras!

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Se você gosta de usar salto alto todos os dias provavelmente você é alguém que manja um bocado de equilíbrio e já está acostumada aos desafios das calçadas esburacadas da vida, colocar o pé no pedal vai ser moleza! Afinal, a gente pedala com a frente do pé, e não com o calcanhar, né gente! Bike e salto pode sim! Mas por favor, não vão me inventar de descer com todo impulso do mundo uma mega avenida íngreme, pode ser que aconteçam problemas =)

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Pois bem, e se você AMA mais que tudo nessa vida usar vestidos? É só sair de vestido e sapatilha, como sempre! Uma dica que eu dou neste ponto é: cuidado com os sapatos novos. Sim, os sapatos novos, aqueles que ainda não pegaram direitinho o formato do nosso pé, eles podem lacear mais que o necessário, devido à pressão que fazemos contra o pedal, então eu sugiro só que os sapatos mais “ajustados” sejam os escolhidos para as pedaladas, para ninguém sair por aí estragando sapato novo.

Outra coisa com relação aos sapatos (sim, sapatos e bikes são duas paixões), os de couro de verdade (aqueles que já foram uma vaca um dia) laceiam mais, os sintéticos costumam se comportar melhor nos primeiros dias depois da compra. Também é importante dizer que sandálias com tiras muito finas e delicadas podem não ser uma boa ideia, as tiras podem acabar ficando folgadas depois, caso a pedalada tenha desafios como subidas, no percurso.

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Calça justa é outra coisa que olha, pode ser que te dê um pouco de trabalho até acostumar. Mas vamos combinar que calça justa dá um pouco de trabalho até para cruzar a perna, então não vai ser muito diferente para pedalar. Mas uma boa skinny com a barra dobradinha fica ó, linda com uma bike charmosa!

Chapéus, lenços, camisas, calças folgadinhas, saias bonitas, vestidos floridos, sapatos oxford, sapatilhas, botinhas… é tudo muito bem vindo para compor seu look para pedalar. Pedalar nas cidades é muito diferente de tirar um dia para pedalar no parque, ou fazer uma aventura moutain bike. É mais tranquilo, você não vai pedalar horas seguidas, vai parar nos semáforos, dar passagem ao pedestre, apoiar o pé na calçada… É como se estivesse caminhando, mas agora vai conseguir ir muito mais longe, ou chegar muito mais rápido, por isso as roupas não precisam ser adaptadas para o ciclismo urbano.

Prender o chapéu com um lenço é o ápice da elegância bikesística! <3

Prender o chapéu com um lenço é o ápice da elegância bikesística! ❤

Selecionei algumas fotos bonitas de pessoas bem vestidas que pedalam diariamente. Espero que inspirem!

cycle chic look

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Não tem idade para pedalar e se vestir bem!

Não tem idade para pedalar e se vestir bem!

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Habilidade, pedalar usando salto alto e segurando um guarda-chuva é só para quem tem habilidade, meus caros

Habilidade, pedalar usando salto alto e segurando um guarda-chuva é só para quem tem habilidade, meus caros

A barra dobradinha! =)

A barra dobradinha! =)

Leva o filho pra escola sim!

Leva o filho pra escola sim!

E busca também!

E busca também!

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Espero muito que tenham gostado das dicas para pedalar na cidade e também das fotos inspiradoras.

Pedalar na chuva pode sim!

23 jan

pedalar em dia de chuva

Começaram as chuvas que “fecham” o verão, e nesse período a rotina acaba ficando meio atrapalhada com pancadas de chuva bem na hora que a gente queria fazer alguma coisa na rua! Mas seus problemas acabaram! A chuva não é desculpa para deixar a bike em casa.

pedalar na chuva

Fizemos uma seleção de acessórios que ajudam na hora da pedalada! Então: faça sol ou faça chuva, vá de bike! ❤

Em primeiro lugar você precisa ter um paralama, algumas bicicletas já vem com eles, se a sua não tiver você pode comprar separado e instalar. Eles servem não só para chuva, mas também para depois da chuva, quando a rua ainda está molhada!

paralamas

Capas de chuva também são muito bem vindas! Há diversas opções, infelizmente não é o forte do mercado brasileiro, mas pesquisando em lojas gringas é possível encontrar umas opções bem legais.

Capa de chuva da Bike Belle

Capa de chuva da Bike Belle

Eu gosto muito das coisas de uma loja polonesa chamada Bike Belle, ainda não me arrisquei a comprar nela porque o frete acaba saindo sempre muito caro, mas não vai demorar para isso acontecer porque eles têm os acessórios mais lindos do universo cycle chic.

A capa de chuva da Bike Belle cobre também a cesta!

A capa de chuva da Bike Belle cobre também a cesta!

A Bike Belle oferece essa capa que é meio um “poncho de chuva”, além de ser lindo, cobre até a cestinha! Puro amor!

Vi uma opção muito parecida com essa na loja Aro 27, aqui em SP, fica em Pinheiros, pertinho da estação Pinheiros.

Essa loja gringa aqui, Terra New York, vende umas opções muito chiques de capa, elas parecem trench coat!

Look completo pro dia de chuva!

Look completo pro dia de chuva!

Veja algumas fotos para se inspirar:

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capa de chuva4

capa de chuva2

 

capa de chuva

Viu como é possível?

Agora vamos para os guarda-chuvas, porque eu sei que capa é quente e tem gente que não gosta dessa função toda, né?!

O adaptador de guarda-chuva da Bike Belle

O adaptador de guarda-chuva da Bike Belle

Existem uns adaptadores para colocar a o guarda-chuva no guidão da bike. Esse dá pra encontrar no Mercado Livre, ou nos sites chineses, tipo Aliexpress.  Eu vi inicialmente na Bike Belle, mas é fácil de encontrar em outros lugares.

rain bike 2

Mas nada te impede de segurar seu guarda-chuva na mão se você for mais habilidoso, né?!

rain bikeBem, agora que vocês já viram que é possível pedalar mesmo com chuva, não há mais desculpa pra ficar deixando a bike em casa. Mas pooor favor, não vão me sair de casa com uma tempestade, né?!

E eu, exibida que sou, apareço novamente por aqui:

10944821_443532919132231_548750667_nNão tenho nem capa, nem adaptador de guarda-chuva, então me virei com o que dava, uma jaqueta quebra-vendo da Adidas que me acompanha nos dias de garoinhas finas. Sim! Se não estiver necessariamente choveeeendo, choveeendo, você pode simplesmente usar uma jaqueta quebra-vento que já ajuda. Elas também servem para te proteger do vento (jura?! )! Falo isso porque às vezes a gente quer sair com uma blusinha de lã e acaba morrendo de frio, então essas jaquetas salvam!

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Tire sua bike da garagem, pedale e aproveite a paisagem ao seu redor, tudo fica mais bonito quando a gente está de bike, até os dias de chuva!

 

 

A vida sobre duas rodas

25 nov

No início pode parecer bem difícil, mas é possível adaptar a vida para a bike sim! E esse post é sobre isso, como podemos ter um cotidiano mais leve e feliz e ao mesmo tempo melhorar a resistência física com um hábito saudável.

Até o Snoopy passeia de bike! <3

Até o Snoopy passeia de bike! ❤

A bike é bastante usada como meio de transporte em várias partes do mundo, mas no Brasil parece que ainda há uma resistência para este uso. A sensação que se tem é de que as pessoas pensam na bike apenas como uma forma de lazer ou passeio, mas não, ela pode ser usada para as tarefas do cotidiano tranquilamente!

cansar comigo

A vida com ciclovias em São Paulo ficou muito mais fácil, logicamente, mas para poder aproveitar este benefício, eu precisava de uma bike, e essa parte é bem difícil de resolver porque são muitas especificações que precisamos prestar atenção. Então vou tentar “ajudar” as comadres que estão querendo iniciar esse processo a encontrar “a bike da vida”, como eu fiz.

Os posts sobre bike no blog serão sempre com a pegada vintage/urbana, o meu estilo preferido deste meio de transporte.

Por onde começar a procurar uma bike?

Pense no uso que você quer dar a ela, há uma imensidão de opções no mercado e você a princípio provavelmente vai querer aquela que tem asas e capacidade de mergulho, mas com certeza você não vai precisar disso no seu cotidiano. Então vamos com calma, respire fundo e pense bem: você quer uma bike só para usar aos finais de semana no parque? Ou quer uma bike para fazer trilhas radicais? (se for isso eu não vou poder te ajudar) Quer uma bike para participar de competições de velocidade? (desculpa, amiga, tô fora dessa ainda) Quer uma bike para ir ao trabalho, à escola, ao mercado…?

bike 06

Decidiu? Se você quer uma bike para atividades cotidianas, como fazer trajetos não muito longos de casa até o trabalho ou a faculdade, ir ao mercado, passear por aí e ir ao parque nos fins de semana, vem comigo! A sua bike é “urbana” e pode sim ser daqueles modelos vintages com cestinhas e bagageiros bonitos, caso você seja adepta deste estilo que é puro charme.

Se você vai comprar uma bicicleta nova é importante atentar para alguns detalhes: na sua cidade tem muitos trajetos íngremes ou é mais plana? Se for muito íngreme você vai precisar de marchas para aliviar as pedaladas, se for cidade de praia uma bike sem marchas resolve e é bem mais barata.

Se você optar por uma mountain bike normal, pode ter a opção de muitas marchas, mas se quiser uma vintage terá no máximo sete, que para a cidade já resolve. Há também apenas três marchas que pode resolver em alguns casos, vai da força nas suas pernocas.

Freios: é importante ter freios com a tecnologia v-brake, eles dão menos problema.

Banco: tem que ser confortável, né! O melhor é ir a uma loja e testar vários, porque você vai poder trocar, caso na versão de fábrica da sua bike não venha o que você mais gostou.

Resolvidas essas questões mais chatas e “mecânicas”, vamos para a parte que muito me interessa, o modelo da bike! \o/ \o/ \o/ Sou uma completa apaixonada pelas bikes vintages então vou falar basicamente destas, ok?

ó eu aí

ó eu aí

A minha é uma Lola, é uma marca brasileira e por isso muito mais barata que as bikes retrôs importadas. Outra vantagem é que quando eu precisar trocar peças também encontrarei com bastante facilidade. Porém, é muito nova no mercado e ainda não se tornou tão popular como Linus, Nirve ou Mobele que são bem famosas, mas isso não significa que ela perca em qualidade!

Vamos lá, a Lola tem um quadro aro 26, que é o tamanho das mountain bikes comuns, o que facilita bastante na hora de procurar acessórios. As bikes de aro 700 são o estilo europeu, provavelmente elas vão render mais na pedalada, mas se você for baixinha esquece! Vai dar o maior trabalho colocar o pé no chão.

mari de bike

Ela é meio pesadinha, algo em torno de 16 quilos, há opções mais leves e muito mais caras! =/ Isso não interfere necessariamente na pedalada, mas principalmente se você tiver que carregá-la no braço, como por exemplo, para descer escadas em estações de metrô, aí não é tão simples, mas também não impossível. Eu faço isso direto e nunca perdi um braço!

Com sete marchas eu consigo fazer todos os trajetos que preciso, inclusive os mais íngremes. Os freios são bons, o banco é confortável e as manoplas originais machucavam um pouco a mão, mas isso é facilmente “trocável”.

Customiza sim!

Eu troquei várias coisas na minha Lola. Coloquei bancos e manoplas melhores e mais bonitos, pneus mais finos (para render mais a pedalada) e mais bonitos também e pretendo trocar os freios em breve. Também coloquei cestinha! ❤ Puro amor! E pretendo colocar um bagageiro para carregar bolsas maiores! (porque é lindo).

Veja algumas opções de bikes vintages:

Lola feminina

Lola feminina

Lola masculina

Lola masculina

Repare bem nos componentes originais, já troquei várias coisas da minha, como disse antes. A Lola tem duas opções de modelo, a masculina com o quadro alto e a feminina com o quadro baixo que facilita a pedalada com vestidos e saias! São apenas quatro cores na cartela da marca, mas acho que se resolvem bem: feminina tem bege e rosa e masculina tem preta e azul.

Site para a Lola aqui.

linus

A Linus já conta com mais opções de modelos e muitas cores. Os pneus também variam bastante de acordo com sua necessidade, há pneus mais finos para corrida, mais grossinhos para percursos urbanos…

Site para a Linus aqui.

Mobele Feminina

Mobele Feminina

Mobele masculina

Mobele masculina

A Mobele tem um discurso de ser uma “autêntica bike holandesa”, desculpa, comadres, mas eu não conheço uma bike holandesa. Sendo assim, não posso falar muito. Ela tem poucos modelos e apenas as cores bege, vermelha e preta. Vem com uns componentes bem interessantes de fábrica, mas nunca vi uma de pertinho.

Site para a Mobele aqui.

Nirve

Nirve

A Nirve também tem muitos modelos e é um tanto parecida com a Lola, mas tem os pneus mais finos e é beeem mais leve, mas também custa o dobro do preço. Tem uma cartela de cores bem variada.

Site para a Nirve aqui.

Caloi Konstanz

Caloi Konstanz

Caloi Konstanz não tem muitas informações mais sobre ela, o diferencial maior acho que é já vir com a cesta, mas isso é fácil de resolver nas outras.

Não encontrei sites que ainda tenham ela disponível em estoque.

Não posso falar com muita propriedade sobre essas outras marcas, já testei a Linus e a Nirve, por exemplo, quando estava a procura da minha. Lógico que se eu já fosse uma ciclista experiente e tivesse esse dinheiro todo para investir, teria comprado uma dessas logo de cara, mas tinha muita coisa para pensar ainda sobre. Não sabia se usaria a bike todos os dias, nem se andaria em lugares seguros o suficiente, imagina ser roubada depois ter pago 3 mil dilmas numa bike? Não dá, né!

O que sei da Linus é que ela é muito leve! Bastante confortável e tem o sistema de troca de marchas interno, o que a deixa mais bonitona ainda. Numa linus eu não trocaria nada, nem o banco, nem as manoplas, nem os pneus e nem os freios! A Nirve tem a vantagem de ser a mais leve da categoria (pareço vendedora de carro falando), ela pesa algo em torno de 12 quilos, então para “carregar no braço” é muita moleza! Ela também tem sistema de marchas, bancos e manoplas muito bonitos e confortáveis.

Nunca testei uma Mobele. E essa Caloi Konstanz chegou no Brasil com toda boa vontade do mundo e a um preço muito acessível, porém, parece que o tamanho dela é meio esquisito (eu nunca vi uma ao vivo). Mas foi o que diversos vendedores de bike me disseram, reza a lenda que ela não se adaptou ao tamanho da mulher brasileira, porque importaram um modelo europeu e lá elas são um tanto maiores que nós, né! Mas, se você souber de um lugar que ainda venda (ela está saindo de linha) talvez valha uma visita para testar.

Bem, comadres, por enquanto é isso. Já falei bastante de bike para ser o primeiro post. Espero que se empolguem com a ideia porque ainda há muito para ser dito sobre o assunto. Vamos falar sobre cestas bonitas sim! Sobre acessórios fofos, sobre comportamento, looks, maquiagem e tudo o mais que pode ser relacionado a uma bike lindona! Além claro, de urbanidades.

Um beijo e até o próximo passeio de bike!

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